Os contribuintes brasileiros nunca reclamaram tanto da carga tributária brasileira. Não importa o ramo de negócios, nem a classe social à qual o contribuinte pertença, todos têm bradado em alta voz contra os impostos cobrados pelas esferas municipal, estadual e federal.
O que me intriga nesta situação é a inércia dos governantes. Quando os salários dos políticos estão sendo corroídos pela carga tributária rapidamente as reclamações são ouvidas e votadas em horário extra (custando um pouquinho mais caro ao contribuinte). Porém, quando os empresários pequenos e grandes têm suas margens corroídas pelos impostos e a competitividade desigual, os mesmos não têm se conseguido ouvidores para os seus reclames.
Na "Revolta dos 20 centavos" rapidamente decisões foram tomadas e soluções encontradas, e continuam a pleno vapor a busca por novas soluções e a manutenção das mesmas. Será que não falta ao empresariado um estudo estratégico de como fazer-se ouvir pelos nossos representantes. Há um ditado que diz, "se o boi soubesse a força que tem, não se deixaria ser levado por uma argola na venta". Será que esse mesmo ditado não se aplica ao empresariado brasileiro.
Porque o governo não simplifica o código tributário? Porque cada vez que chega um fiscal à nossa porta, nunca estamos seguros quanto à exatidão dos números? Quanto o Brasil arrecada se somarmos as três esferas de poder? Quem gastou cada centavo dos impostos arrecadados? Porque o sistema tributário tem avançado tanto em tecnologia de fiscalização e não tem a mesma velocidade em tecnologia de prestação de contas à sociedade. Porque os gastos das empresas são cruzados de tantas modalidades e não se tem o mesmo cruzamento nos gastos e patrimônio das autoridades governamentais?
Os empresários brasileiros precisam encontrar uma forma de serem ouvidos pelos governantes, de terem a sua tributação simplificada e consequentemente diminuída a quantidade de "declarações obrigatórias" para cruzamento de dados e reduzida a burocracia. Assim, vamos ganhar em economia de tempo e recursos materiais como papel, hora trabalhada, dentre muitas outras. E vamos poder tornar nossas empresas mais competitivas.
Abraço.
Francisco Lázaro
(99)9122-0130
fcolazarosousa@hotmail.com
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